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O MÉTODO EM 6 PASSOS

Como escrever uma carta de motivação adaptada à vaga, na forma portuguesa, em 6 passos

Cada frase sai da vaga a que se está a candidatar e do seu percurso, em português europeu e na forma portuguesa, não numa tradução à letra de um modelo americano.

Uma página A4, sem linha de assunto, com «Exmos. Senhores,» e «Com os melhores cumprimentos,» nos sítios certos. Os seis passos abaixo mostram o que escrever em cada parágrafo, com exemplos e os erros mais comuns.

A carta de motivação é o documento que mais candidatos enviam sem convicção, e aquele em que mais depressa se nota que foi feito à pressa. Esta página faz duas coisas ao mesmo tempo: mostra o que o JobAlign faz por si a partir da vaga e do seu perfil LinkedIn, e explica o método completo que está por trás, passo a passo, para que possa reproduzi-lo à mão se assim preferir. A carta sai em português europeu, numa página A4, com as convenções que um recrutador em Lisboa, no Porto ou em Coimbra reconhece de imediato. E vem incluída com cada currículo à medida, sem subscrição.

Porque uma carta de motivação genérica não passa

Em Portugal, a carta de motivação raramente é lida sozinha: chega no corpo de um email ou como segundo ficheiro, logo a seguir ao currículo. O recrutador abre-a quando já tem uma opinião meio formada, e é o primeiro parágrafo que decide se continua a ler. Uma carta que poderia ter sido enviada a qualquer empresa não acrescenta nada a essa opinião. Uma carta que responde a duas ou três exigências concretas do anúncio, com a prova ao lado de cada uma, acrescenta muito.

Depois há um problema que é só nosso. A maioria dos geradores online escreve em português do Brasil, ou traduz um modelo anglo-saxónico à letra: «Prezados Senhores», «estou enviando o meu currículo em anexo», uma linha de assunto que a carta portuguesa não usa, um «Atenciosamente» no fecho. São marcas que um leitor português apanha na primeira linha e que dizem exatamente aquilo que não interessa dizer: esta carta não foi escrita para si. Nenhuma delas é um erro de língua; são erros de registo, e é isso que os torna tão visíveis.

O JobAlign escreve a carta de motivação a partir do texto da vaga e do seu perfil LinkedIn, na forma portuguesa, e apoia-se nas mesmas provas que já foram escolhidas para o seu currículo à medida da vaga. Do lado mecânico, o PDF sai com uma camada de texto limpa, uma só coluna e os contactos no corpo do documento em vez de num cabeçalho. Nada mais do que isso: o argumento dos filtros automáticos diz respeito ao currículo e vive no nosso guia dos ATS, não aqui.

O que se segue é o método inteiro. Cada passo diz duas coisas: o que a ferramenta faz nessa fase, e o que faria um candidato cuidadoso a fazer o mesmo à mão.
01

Partir da vaga inteira

A matéria-prima da carta de motivação não é o título do cargo nem o nome da empresa. É o anúncio inteiro, com tudo aquilo que ele diz sem parecer que está a dizer.

O que o JobAlign faz: cola o texto completo da vaga ou o respetivo endereço, e o anúncio passa a ser a base da carta e do currículo ao mesmo tempo. Nada mais é pedido nesta fase.

O que faria à mão: começaria por copiar o anúncio para um documento à parte, porque as vagas expiram e desaparecem, e a semana em que precisa de reler o que a empresa escreveu é sempre a semana em que o link já morreu. Depois leria à procura das coisas que não estão na lista de requisitos:
• A referência da vaga, quando existe. Vai precisar dela no assunto do email.
• O título exato do cargo, tal como está escrito, com maiúsculas e tudo. «Técnico de Contabilidade» e «Assistente de Contabilidade» não são a mesma vaga.
• A pessoa de contacto, se o anúncio nomear alguma. Na maioria dos casos não nomeia, e há uma forma correta de tratar isso (passo 4).
• O tom do anúncio. Uma empresa que trata o candidato por «tu» e fala de «equipa» não espera a mesma carta que um gabinete que escreve «o candidato deverá».
• O que o anúncio repete. Uma exigência que aparece na introdução, na lista de requisitos e outra vez no perfil desejado não é um requisito entre outros: é o requisito.

Um título de cargo e um nome de empresa dão para escrever uma carta. Dão para escrever uma carta que já foi escrita mil vezes.

Se a vaga estiver publicada em vários sítios, guarde a versão do site da própria empresa: costuma ser a mais longa e a menos amputada pelos limites de caracteres dos portais.

02

O perfil LinkedIn como fonte

A carta de motivação precisa de provas, não de adjetivos. As provas já estão escritas no seu perfil, e não vale a pena voltar a escrevê-las.

O que o JobAlign faz: o seu perfil LinkedIn é importado com um clique, através da extensão. Não há documento para carregar, não há formulário para preencher, não há currículo antigo para reescrever. As experiências, as datas, os títulos de cargo e as competências entram diretamente na base a partir da qual a carta e o currículo são escritos.

O que faria à mão: juntaria num documento em bruto (sem se preocupar com a forma) as experiências com as datas certas, os resultados que consegue quantificar, a formação e as competências. É esse dossiê que evita o problema clássico das cartas escritas de memória: os adjetivos aparecem porque os factos não estão à mão. Se disser que é «rigoroso», ninguém fica a saber nada; se disser que reduziu o fecho mensal de cinco dias para um, já é outra conversa, e o adjetivo torna-se desnecessário.

Vale a pena ter o perfil em condições antes de começar: veja como otimizar o perfil LinkedIn, e note que o mesmo perfil dá também o currículo LinkedIn gratuito. Um perfil bem mantido é a diferença entre uma carta com provas e uma carta com vontade.

A regra que atravessa tudo o que vem a seguir: a carta reformula o que existe, nunca inventa o que falta.

Datas e títulos de cargo têm de bater certo entre a carta, o currículo e o perfil. É a primeira coisa que um recrutador confere, e faz muitas vezes com os três abertos ao lado uns dos outros.

03

O que foi extraído da vaga, mostrado antes de escrever

Antes de haver uma única frase da carta de motivação, deve ser possível ver o que foi lido no anúncio. E depois decidir a que duas ou três exigências a carta vai realmente responder.

O que o JobAlign faz: a análise da vaga é apresentada antes da escrita: o resumo da vaga, as exigências-chave e as competências pedidas, ao lado do cargo e da empresa lidos no anúncio. É isso que é extraído, e nada mais: a referência da vaga fica do seu lado, e o nome da pessoa de contacto também. É indicado por si, nunca deduzido do anúncio. Nada disto sai de uma caixa fechada. E há uma escolha que continua a ser sua: o ângulo. Indique qual das exigências deve abrir a carta, e é essa que fica com o primeiro parágrafo.

O que faria à mão: faria a mesma lista com uma caneta na margem do anúncio impresso, e depois tomaria a decisão difícil: quais são as duas ou três exigências que a carta vai responder, e quais são as que vai deixar de fora. Uma carta que responde a tudo não responde a nada: fica uma lista, e uma lista já é o currículo. Escolha a exigência que mais se repete no anúncio e que melhor consegue provar, e dê-lhe o parágrafo de abertura inteiro.

É aqui que se ganha ou se perde a carta, e é aqui que praticamente todas as cartas se perdem: na abertura. Em Portugal, a fórmula queimada é «Venho por este meio candidatar-me à vaga...». Não está errada; está gasta, e um recrutador que abre dezenas de cartas por semana lê as primeiras quatro palavras e já sabe o resto. O mesmo se aplica a «Tomei conhecimento da vossa oferta através do vosso site».

A substituição não é um truque de estilo: é dizer ao que vem e com o quê, na mesma frase. Em vez de «Venho por este meio candidatar-me à vaga de Analista de Dados publicada no vosso site», escreva «Candidato-me à vaga de Analista de Dados, referência LIS-2026-118. O anúncio pede modelação de dados em SQL ao serviço das equipas financeiras: foi exatamente esse o meu trabalho nos últimos três anos.» A primeira frase é sobre si a candidatar-se. A segunda é sobre a vaga e sobre a prova que traz para ela. É a mesma informação, com o peso do outro lado.

Abaixo, o mesmo perfil contra duas vagas diferentes. Repare no que muda, e no que se mantém.

Se ficar em dúvida entre duas exigências para abrir a carta, escolha a que consegue provar com um número. A outra fica para o segundo parágrafo.

Vaga A: Analista de Dados, Lisboa (ref. LIS-2026-118)

Exigência escolhida para o ângulo: modelação de dados em SQL ao serviço das equipas financeiras. A referência da vaga não sai do gerador: a carta nomeia o cargo, e a referência é acrescentada por si na releitura, antes de enviar.

Exmos. Senhores,

Candidato-me à vaga de Analista de Dados. O anúncio pede modelação de dados em SQL ao serviço das equipas financeiras: foi exatamente esse o meu trabalho nos últimos três anos na Nortis, onde reconstruí o modelo de reporting mensal do departamento financeiro e passei o fecho do mapa de vendas de cinco dias para um.

O anúncio refere também a manutenção dos painéis de acompanhamento. Na Nortis, os catorze painéis usados pelas direções comerciais eram meus, da recolha à publicação, e foi comigo que passaram a ser atualizados sem intervenção manual. É a parte do trabalho que menos aparece nos currículos e a que mais tempo consome quando corre mal.

Vaga B: Analista de Negócio, Porto (ref. BI-4471)

O mesmo perfil, a mesma experiência na Nortis. Muda a exigência que abre a carta, e muda a prova que a sustenta.

Exmos. Senhores,

Candidato-me à vaga de Analista de Negócio. A exigência que o anúncio repete três vezes é a recolha de requisitos junto das áreas de negócio, e é o lado do meu trabalho na Nortis que me interessa continuar a fazer: as especificações dos catorze painéis de acompanhamento saíram de entrevistas com as direções comerciais, não de um caderno de encargos que me tenha sido entregue.

Quanto à componente técnica que o anúncio menciona em segundo plano, trabalho em SQL diariamente há três anos e reconstruí o modelo de reporting mensal do departamento financeiro. Não é o centro desta candidatura, mas é o que me permite discutir viabilidade com as equipas de dados sem precisar de intermediário.
04

A forma da carta de motivação portuguesa

É o passo em que uma carta de motivação traduzida se denuncia. A forma portuguesa tem regras próprias, e nenhuma delas é a versão portuguesa de uma regra americana.

O que o JobAlign faz: a carta é montada na forma portuguesa, não numa forma neutra traduzida. Peça a peça, é isto:
Bloco do remetente, no topo: nome completo, email e telefone, um dado por linha. Nenhuma morada é inventada: se não tiver dado uma, não aparece nenhuma.
Bloco do destinatário: o nome da empresa, precedido do nome da pessoa apenas se tiver indicado um. Esse nome é escrito por si, não é lido no anúncio. Nunca é inventado um nome, nem deduzido um departamento.
Local e data, por extenso: «Lisboa, 12 de setembro de 2026». A cidade só aparece se constar dos seus dados.
Sem linha de assunto. A carta portuguesa não leva «Assunto:»; é o primeiro parágrafo que diz a que vaga se candidata. A carta gerada nomeia o cargo; se o anúncio tiver referência, acrescente-a a essa frase antes de enviar, porque a referência não faz parte do que é extraído do anúncio. Encontrará modelos em circulação que acrescentam essa linha, à imitação do Betreff alemão ou do Oggetto italiano; a nossa carta não a leva, e a referência da vaga vai para o assunto do email, que é onde faz falta.
Saudação: «Exmos. Senhores,» quando não há destinatário nomeado, o que acontece na maioria dos casos. Se o anúncio nomear alguém, «Caro Sr. Almeida,» ou «Cara Sra. Ribeiro,». Nunca «Prezados Senhores», que é a forma brasileira, e nunca um cargo adivinhado do género «Exmo. Sr. Diretor de Recursos Humanos» quando ninguém sabe se esse diretor existe.
Corpo: três a quatro parágrafos, e é o primeiro que carrega o motivo da candidatura.
Fecho: «Com os melhores cumprimentos,», seguido do nome completo. Não «Atenciosamente», que é brasileiro, nem um «Cumprimentos» seco de email interno.
Sem linha de anexos. Ao contrário do alemão, o português não fecha a carta com uma lista do que segue em anexo.
Uma página A4. Sempre. Uma carta de motivação com duas páginas em Portugal lê-se como falta de critério.

E há a marca da língua, que atravessa o texto todo: «estou a candidatar-me», nunca «estou enviando». O gerúndio contínuo é a assinatura mais fiável de um texto pt-BR, e chega uma ocorrência para o leitor mudar de ideias sobre quem escreveu a carta.

Sobre remuneração: não se oferece. Se (e só se) o anúncio pedir expressamente pretensões salariais, resolve-se numa frase no último parágrafo, com um intervalo de remuneração bruta anual em euros, em catorze meses, que é como se fala de salário em Portugal. Uma frase, sem justificação e sem pedido de desculpa.

O que faria à mão: exatamente isto, de memória, em cada candidatura, sem trocar o «Exmos. Senhores,» pelo «Prezados» do modelo que descarregou e sem deixar cair a referência da vaga entre a terceira e a quarta candidatura da noite.

Se o anúncio nomear uma pessoa, escreva esse nome no campo do destinatário antes de gerar: é o único dado desta secção que a análise da vaga não consegue deduzir. Um destinatário nomeado muda a carta toda.

A carta de motivação portuguesa, linha a linha

A forma que sai do gerador. Sem linha de assunto, com o motivo da candidatura no primeiro parágrafo e o fecho completo.

Ana Ribeiro
ana.ribeiro@email.pt
+351 9XX XXX XXX

[Nome da pessoa de contacto: apenas se o tiver indicado]
[Nome da empresa]

Lisboa, 12 de setembro de 2026

Exmos. Senhores,

[Parágrafo 1: o motivo da candidatura: a vaga, nomeada pelo cargo, e a exigência que escolheu para o ângulo, com a prova que a sustenta. Se o anúncio tiver referência, acrescente-a aqui na sua releitura. A carta portuguesa não leva linha de assunto: é este parágrafo que faz esse trabalho.]

[Parágrafo 2: a segunda exigência do anúncio e o que traz de concreto para ela. Um facto verificável, não um adjetivo.]

[Parágrafo 3: o que o leva a esta empresa em particular, apoiado em algo que o anúncio ou o site dizem. Sem elogio genérico.]

[Parágrafo 4: disponibilidade e, apenas se o anúncio o pedir, uma frase com o intervalo de remuneração bruta anual pretendida, em catorze meses.]

Com os melhores cumprimentos,

Ana Ribeiro
05

Carta de motivação e currículo coerentes

Os dois documentos são lidos ao mesmo tempo, pela mesma pessoa. Qualquer desencontro entre eles custa mais do que aquilo que a carta de motivação tinha para ganhar.

O que o JobAlign faz: a carta e o currículo à medida são gerados a partir de um só perfil contra uma só vaga, e a carta reutiliza as experiências que já tinham sido selecionadas para o currículo. Daí sair tudo alinhado sem esforço: as mesmas datas, os mesmos títulos de cargo, os mesmos números. O PDF da carta usa também o mesmo modelo, a mesma cor de destaque e a mesma letra do currículo. Os dois documentos chegam a parecer o que são, duas peças do mesmo envelope.

O que faria à mão: teria de conferir linha a linha, e é um trabalho ingrato porque os desencontros nascem de correções bem-intencionadas. Arredonda um número na carta e esquece-se de o arredondar no currículo. Escreve «Responsável de Reporting» na carta porque soa melhor do que o «Analista de Reporting» que consta do currículo. Menciona quatro anos numa empresa em que o currículo diz três anos e meio. Nenhuma destas coisas é mentira; todas custam credibilidade quando o recrutador tem os dois documentos abertos.

Depois há a regra das provas, que é a mais importante desta página. Nunca reivindique uma competência só porque o anúncio a pede. É a tentação natural de qualquer candidato e é a razão pela qual muitas cartas geradas automaticamente são inúteis: espelham o anúncio de volta, ponto por ponto, sem uma única prova por trás. A carta que abrimos no passo 3 responde a duas exigências, e não finge responder às outras quatro.

E o que fazer com uma exigência que não cobre? Três hipóteses, por ordem de preferência. A primeira, e quase sempre a melhor: não dizer nada, e deixar o espaço para o que sabe provar. A segunda: nomeá-la numa frase curta e passar imediatamente para a prova mais próxima que tem. «Não trabalhei com o Power BI, trabalhei três anos em Tableau e Looker» é uma frase honesta que um recrutador aceita. A terceira, que é a única errada: escrever que a domina. Isso resolve-se em quinze segundos na entrevista, e resolve-se contra si.

Para o lado do currículo, o método está inteiro em como adaptar o currículo a cada vaga e a escolha do vocabulário em palavras-chave do currículo.

Um teste rápido antes de enviar: leia a carta e sublinhe cada afirmação concreta. Se alguma não estiver no currículo nem no seu perfil, ou a acrescenta lá, ou a tira daqui.

06

Reler, nomear e enviar

O último quilómetro: o tom, o comprimento, o nome do ficheiro e o campo em que a carta de motivação vai efetivamente cair.

O que o JobAlign faz:
Tom, à sua escolha: sóbrio, caloroso ou direto. O sóbrio é o que serve a maioria das empresas portuguesas; o direto abre cada parágrafo pelo facto; o caloroso é para quando o anúncio o convida a isso.
Comprimento, à sua escolha: curta (120 a 160 palavras), padrão (180 a 240) ou detalhada (260 a 330). A padrão é a que corresponde a uma página A4 confortável.
Edição: a carta é sua a partir do momento em que sai. Corrija o que quiser antes de enviar; as alterações ficam guardadas.
Regeneração: até doze gerações por vaga, com vinte segundos de intervalo entre elas, sem custo adicional. Mude o ângulo, mude o tom, compare.
PDF: com o mesmo modelo, cor e tipo de letra do currículo, e com o nome já feito: carta-motivacao-nortis-jobalign.pdf.
Pacote ZIP com o currículo e a carta juntos (candidatura-nortis-jobalign.zip), para quando o formulário aceita um único ficheiro.
Copiar o texto: um botão copia o texto da carta, que é o que se cola no campo de motivação de um formulário ou no corpo de um email.

O que faria à mão: a mesma releitura, mais o trabalho de nomear os ficheiros como deve ser. Um carta_final_v3_mesmo_final.pdf na caixa de entrada de um recrutador é a única informação que ele tem sobre si antes de abrir o ficheiro.

E há a peça que fica fora da carta: o assunto do email. Como a carta portuguesa não leva linha de assunto, é o email que carrega a identificação: «Candidatura a Analista de Dados (ref. LIS-2026-118)». É por aí que a sua candidatura é encontrada quando o recrutador procura, três semanas depois, quem se candidatou àquela referência.

Por fim, a releitura a sério: leia em voz alta. Uma carta escrita para impressionar denuncia-se ao ser dita: as frases não têm onde respirar. E percorra a lista de verificação mais abaixo antes de carregar em enviar.

Envie a carta em PDF, salvo indicação em contrário do anúncio. Se o formulário só tiver uma caixa de texto, cole o texto copiado: é preferível a anexar um PDF onde ninguém o pediu.

Os erros que afundam a carta de motivação

A carta de motivação que repete o currículo

Percorrer o percurso do princípio ao fim, por ordem cronológica, é dizer em prosa o que já está em lista na página ao lado. A carta serve para o que o currículo não faz: escolher duas ou três exigências da vaga e explicar, com uma prova de cada vez, porque as cumpre.

O destinatário inventado

«Exmo. Sr. Diretor de Recursos Humanos» quando ninguém sabe se esse diretor existe, ou um nome deduzido do site da empresa. Se o anúncio nomear alguém, use o nome. Se não nomear (que é o caso mais frequente), «Exmos. Senhores,» resolve o problema sem inventar nada.

A abertura de modelo

«Venho por este meio candidatar-me à vaga...» é a fórmula que todos os modelos trazem, e um recrutador lê as quatro primeiras palavras e já sabe o resto. Substitua-a por aquilo a que se candidata e a prova que traz, na mesma frase: «Candidato-me à vaga de Analista de Dados, referência LIS-2026-118. O anúncio pede modelação de dados em SQL ao serviço das equipas financeiras: foi exatamente esse o meu trabalho nos últimos três anos.»

Adjetivos sem prova atrás

«Dinâmico», «proativo», «motivado», «orientado para resultados»: não custam nada a escrever e por isso não valem nada a ler. Cada adjetivo ou tem um facto a segurá-lo na frase seguinte, ou sai da carta.

A carta de motivação escrita noutras convenções

«Prezados Senhores», «estou enviando», «Atenciosamente», uma linha de assunto à alemã ou um «Sinceramente» traduzido do inglês. É a marca de um modelo pt-BR ou de uma tradução à letra, apanha-se na primeira linha, e é a razão pela qual esta página existe.

À mão ou automatizado?

O método está todo aí em cima e funciona sem pagar nada a ninguém. Falta a parte honesta: o que custa fazê-lo.

Conte 30 a 45 minutos por vaga, depois de já dominar o método: ler o anúncio inteiro, extrair as exigências, escolher o ângulo, escrever quatro parágrafos que se sustentem, aplicar a forma portuguesa sem falhar uma peça, conferir a coerência com o currículo, formatar em A4, nomear o ficheiro. E é preciso recomeçar em cada candidatura, porque uma carta que não recomeça é uma carta genérica, e a essa já se sabe o destino.

Quem se candidata a sério não se candidata a uma vaga: candidata-se a quinze. Trinta a quarenta e cinco minutos vezes quinze é a razão pela qual a carta de motivação é o documento que mais gente decide não escrever. E depois candidata-se sem ela a vagas que a pedem.

Foi exatamente isto que automatizámos. O JobAlign faz os seis passos em cerca de três minutos: vaga colada, perfil LinkedIn importado com um clique, exigências mostradas antes de escrever, ângulo à sua escolha, forma portuguesa aplicada, carta e currículo coerentes, PDF nomeado e pacote ZIP. A carta vem incluída com cada currículo à medida, sem subscrição: não é um extra, não consome um crédito à parte. O currículo à medida custa a partir de 1,25 €, e o currículo LinkedIn continua gratuito e ilimitado.

Se refazer tudo isto à mão não o incomoda, faça-o: ficamos contentes por ter ajudado. Se o seu tempo vale mais do que isso, já sabe onde nos encontrar.

À mão vs JobAlign

O mesmo método, duas maneiras de o executar.

Etapa À mão JobAlign
Ponto de partida Copiar o anúncio antes que expire Texto ou endereço da vaga
Fonte da sua experiência Dossiê a montar de novo Perfil LinkedIn, 1 clique
Exigências da vaga Leitura e anotação manual Mostradas antes de escrever
Ângulo da carta de motivação Decidido do zero em cada vaga Escolhe a exigência que abre a carta
Forma portuguesa A conhecer e a aplicar peça a peça Codificada: sem assunto, «Exmos. Senhores,», fecho completo
Coerência com o currículo A conferir linha a linha Mesmo perfil, mesma vaga, mesmas provas
Tempo por candidatura 30 a 45 minutos Cerca de 3 minutos
Custo Grátis (o seu tempo) Incluída com cada currículo à medida, sem subscrição

A lista de verificação antes de enviar

  • O primeiro parágrafo diz a que vaga se candidata, com a referência que lhe acrescentou, e traz já uma prova
  • A carta de motivação responde a duas ou três exigências do anúncio, não a todas
  • Nenhuma competência é reivindicada só porque o anúncio a pede
  • A saudação é «Exmos. Senhores,», ou o nome da pessoa se o anúncio a indicar
  • O fecho é «Com os melhores cumprimentos,», seguido do nome completo
  • Nenhum brasileirismo: «candidato-me» e não «estou enviando», nunca «Prezados Senhores»
  • Datas, títulos de cargo e números batem certo com o currículo e com o perfil LinkedIn
  • Uma página A4, ficheiro com nome decente, e a referência da vaga no assunto do email

Perguntas frequentes

A carta de motivação portuguesa leva linha de assunto?

Não. Ao contrário do Betreff alemão ou do Oggetto italiano, a carta portuguesa não abre com uma linha de assunto: é o primeiro parágrafo que identifica a vaga. A carta gerada nomeia o cargo; a referência do anúncio, quando existe, é acrescentada por si na releitura. Encontrará modelos em circulação que a acrescentam, quase sempre traduzidos de outro país. A referência da vaga tem o seu lugar próprio, e é o assunto do email: «Candidatura a Analista de Dados (ref. LIS-2026-118)».

É mesmo grátis?

A carta de motivação está incluída com cada currículo à medida, sem subscrição: não consome um crédito adicional nem tem um preço à parte, e pode gerá-la até doze vezes por vaga sem pagar mais nada. O currículo à medida em si é pago, a partir de 1,25 €. O currículo gerado a partir do seu perfil LinkedIn é gratuito e ilimitado.

A carta de motivação sai em português de Portugal ou do Brasil?

Português europeu, e é essa a razão de ser desta página. «Estou a candidatar-me» e nunca «estou enviando»; «Exmos. Senhores,» e nunca «Prezados Senhores»; «Com os melhores cumprimentos,» e nunca «Atenciosamente». A carta existe em oito línguas, cada uma com a sua forma epistolar codificada à parte: não são traduções umas das outras.

Devo indicar pretensões salariais na carta de motivação?

Só se o anúncio o pedir expressamente. Nesse caso, uma frase no último parágrafo chega: um intervalo de remuneração bruta anual, em catorze meses, que é como se fala de salário em Portugal. Sem justificação e sem pedido de desculpa. Se o anúncio nada disser, não se oferece o assunto: abre-se uma negociação antes de haver conversa.

E se eu preferir escrever a carta de motivação com o ChatGPT?

Faz todo o sentido, e o método desta página funciona igualmente bem assim: o trabalho está em partir do anúncio inteiro, escolher o ângulo e aplicar a forma portuguesa. Se é esse o caminho que quer seguir, temos o guia dedicado aos prompts, com os textos prontos a copiar, em otimizar o currículo com IA. A diferença prática: um assistente generalista dá-lhe texto, e a montagem em A4, a coerência com o currículo e o PDF ficam do seu lado.

INCLUÍDA COM CADA CURRÍCULO À MEDIDA

Fique com o método. Poupe o tempo.

Já sabe escrever a carta de motivação à mão. Se prefere três minutos a quarenta e cinco, o JobAlign aplica tudo isto por si, a partir da vaga e do seu perfil LinkedIn, em português europeu, numa página A4.

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